sábado, 7 de junho de 2008

Caso da ALSTON: Prendam corrompidos e corruptores!

O caso recente da multinacional francesa ALSTON, veio a tona por conta de uma investigação aberta na corte da Suica, sobre a possível pratica de suborno na obtenção de contratos em diferentes países.
Entre os quais figura o Brasil - num caso especifico, envolvendo o contrato com o Metro de Sao Paulo, já apontado pelo próprio Tribunal de Contas como sendo irregular, e que agora estará sob o crivo da justiça brasileira.
A pratica de suborno por parte de empresas - estrangeiras e nacionais, para a obtenção de favorecimento em contratos com os governos, em diferentes níveis, já e velha conhecida nossa.
Ocorre que, no Brasil, frequentemente os processos acabam caminhando na direcao de investigar e punir - quando isto ocorre - apenas aqueles que teriam sido "corrompidos", e nunca avança na direcao daqueles que ofereceram a propina na mesma intensidade.
E como se designássemos de antemão a validade do termo corrupto apenas para os que aceitam o favorecimento do ilícito, e não aos que partem com a oferta do mesmo.
Engano pensar que a corrupção acaba, quando desligam-se da estrutura devassada pela ilegalidade apenas o que estão numa das pontas deste engenhoso processo.
Enquanto empresas e seus executivos andarem pelas esquinas dos processos legais, a oferecer dinheiro para obter vantagens e facilidades em negócios oficiais, será fácil prever a existência de personagens que ocupam - cada vez em maior numero - as noticias sobre esquemas de fraude e corrupção.
Os processos legais tem que ser enérgicos em ambos os sentidos.
Mais ate para quem esta com a mala de dinheiro pronta para ser oferecida.
Chega a ser infantil pensar que isto resolve o problema.
Mas e certo que, ao ver uma justiça endurecida, corruptores terão seu jogo dificultado.
O que dará tempo para que a mesma justiça - e a própria sociedade - avancem sobre formas cada vez mais eficientes de fechar-lhes o cerco.
E seguir secando as fontes de recursos para os corrompidos.

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