As noticias sobre o assassinatos de três jovens moradores do Morro da Providencia no Rio tomaram as paginas dos principais jornais, e foram pauta na TV durante vários dias.
O crime, que foi praticado por traficantes de uma outra comunidade, depois que os jovens - todos sem antecedentes criminais - foram presos por soldados do exercito que faziam guarda de um pseudo-projeto social do senador Marcelo Crivela, pré-candidato a Prefeitura do Rio este ano (e que sempre teve os indícios de tratar-se de obra com interesse eleitoreiro), e foram entregues a mando de um tenente diretamente aos traficantes, ressuscitou o tema do uso de militares das forcas armadas para a segurança publica nas cidades.
Sabedor, como muitos, de que o treinamento de soldados do exercito, marinha e aeronáutica não os especializa nas situacoes de confronto urbano cotidianas, e não se tratando de obras numa área militar, a situação já era no mínimo estranha para os padrões militares.
O Governo do Estado, nas pessoas do secretario de segurança e do próprio governador, que de tudo conhecia, preferiu se eximir da responsabilidade de declarar que tal situação, fora do convencional, não estava de acordo com os preceitos da segurança cidadã.
Preferiu, por razoes politicas, se omitir.
Deu no que deu.
A inexperiência para lidar em zonas de conflito urbano frequente, associadas a quebra de comando por parte de um oficial (que recebeu ordens diretas para soltar os jovens, e resolveu desobedecer ao superior), apoiadas no espírito de unidade dos praças soldados- que certamente sabiam que faziam algo errado, mas decidiram não contestar o comando no momento, terminou com a trágica descoberta dos corpos num lixao da cidade.
Passadas duas semanas do crime brutal, fruto direto da arrogância e da estupidez de um tenente do exercito, mas sob os auspícios da impropriedade do uso do aparato militar autorizado na região do Morro da Providencia, e do silencio das autoridades da segurança publica do estado diante da transgressão da ordem constitucional (segurança nas favelas não e dever das forcas armadas), os traficantes - verdadeiros assassinos e executores do crime, ainda não foram incomodados pela policia.
Nem presos.
Já que qualquer que seja o desfecho da historia na justiça, ou indenizacao - proposta pelo próprio presidente Lula sobre o caso, que abalou a confiança dos locais e manchou a imagem do exercito nas ruas da cidade, os jovens barbaramente assassinados não serão trazidos de volta a vida e ao convívio de suas famílias, estamos passando da hora de acabar com a impunidade do crime.
E de ver presos os culpados.
sábado, 28 de junho de 2008
Assassinato dos jovens no RIO: Culpados e Inocentes
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