sábado, 28 de junho de 2008

Redes Privadas de Ensino: Mercado de Capitais e o Negócio da Educação



Nos últimos dez anos, um grande numero de instituicoes de ensino particulares (colégios e faculdades) se concentrou no portfolio das chamadas Redes Privadas de Educação.
Levantamento recente apontou que, especialmente entre as IES - Instituicoes de Ensino Superior, esta concentração se deu de maneira a estabelecer uma forte competição, levando os grupos a constituírem verdadeiras sociedades de investimento, abrindo seus capitais em bolsa e formatando parcerias com bancos e fundacoes no Brasil e no exterior.
E o caso, por exemplo, da Veris (IBMEC), Kroton (Rede Pitágoras) e Estacio (Rede Estacio), todas constituídas como S.A. e com seus papeis e governancas regidos pela CVM - Comissão de Valores Mobiliarios, orgao regulador do mercado de capitais brasileiro.
Apenas estas três redes concentram hoje cerca de 500 mil alunos na graduação superior. E seguem com planos de expansão, focadas no crescimento de seu portfolio através da aquisição continua de outras unidades, da releitura dos mercados regionais para a abertura de cursos superiores e na consolidação de sua relevância financeira - em alguns casos com receita bruta superior a R$ 1 bilhao anuais.
O investimento no Ensino Virtual também tem se mostrado bastante positivo: Cresce a cada dia o numero de instituicoes que ofertam seus cursos de graduação e pós-graduação através do sistema de EAD _ Educação a Distancia, onde os campi virtuais são estabelecidos nas suas próprias unidades ou em parceria com outras instituicoes educacionais, que cedem seus espaços físicos para os encontros presenciais - regulados em periodicidade em função de cada curso especifico.
Acompanhando uma tendência global, estes grupos estão forçando a profissionalização de antigas estruturas - principalmente religiosas, as chamadas "Escolas Confessionais", que apesar de terem perdido muito espaço nos últimos vinte anos, ainda detém o controle de algumas universidades, faculdades e colégios considerados de alta qualidade educacional.
Como o retorno sobre estes investimentos costuma ser projetado para o médio prazo, e bastante significativo se comparado a outras áreas de negocio, e a seguir-se a tendência internacional, outros grupos de peso estarão desembarcando no Brasil e fazendo com que a pressão pela mudança de mantenedores e a venda de colégios e faculdades isoladas aponte para uma concentração ainda maior nos próximos cinco anos.
Dada a natureza e complexidade, a estratégia destes investimentos alcança agora por ultimo as regiões nordeste e norte, onde o movimento das redes se encontra em ebulição.
Nem sempre quem sai na frente, ganha.
Mas consegue estabelecer uma vantagem competitiva considerável.
O que representa muito para o sucesso de cada empreendimento neste setor.

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