sábado, 28 de junho de 2008

Obras do PAC : Apenas a ponta do iceberg

A recente operação desencadeada pelo MP e pela Policia Federal, que resultou na prisão de diversas pessoas e autoridades municipais, suspeitas de fraude e de corrupção nas obras que envolvem a liberacao de recursos do PAC - Plano de Aceleração do Crescimento, lançou novos olhares críticos sobre a Casa Civil e a própria ministra Dilma Roussef.
Mesmo anunciando que, no caso das prefeituras suspeitas de irregularidades, a união fará um "pente fino" e reforçara a auditoria para a liberacao dos recursos previstos, o acodamento do governo federal para fazer valer os "Expressos do PAC", como deveriam ser chamados os contratos de obras e as autorizacoes para a liberacao de recursos, sem a devida venia fiscalizadora previa que contratos públicos desta natureza necessitam, deixam transparecer que problemas semelhantes podem ter ocorrido - ou venham a ocorrer num curtíssimo espaço de tempo.
Envolta em nuvens de adversidade, a ministra Dilma Roussef poderia ter um pouco mais de humildade, para aprender com a experiência de ser pressionada pela transparência - sem fazer pressão contraria em relação a isso.
Reza a lenda politica que o gosto por mandar de forma inconsequente, e o grande valor que se atribui ao poder pessoal, acaba por fortalecer os circulos de aproveitamento do poder - legitimados ou não.
O caso do dossier dos cartões corporativos e da venda da Varig deveriam ser os sinalizadores para uma pausa e reformulação estratégica destes círculos.
Para o gestor publico que busca a excelência, através do comprometimento com os projetos e com a eficiência de que são executados em prol da sociedade, mudar equipes e redefinir suas estratégias deve ser considerado um item de pauta plausível.
Sob pena de que, biologicamente falando, mais a frente núcleo e membrana sejam considerados partes de uma mesma célula. Doente.
E que a função dos remédios aplicados seja tira-la da corrente sanguínea.
A depender do tempo, sem a certeza de que orgaos vitais tenham sido comprometidos, e que o corpo padeça.
A ver.

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