Faltando um pouco mais de duas semanas para o primeiro turno das eleições municipais, o eleitor - cidadão comum, tem, mesmo sem perceber ou se dar conta disso, uma verdadeira sala de aula a sua disposição.
Nela se aprendem a dar vida a falácias e situações absurdas, vestindo roupagens de planos de governo.
Aprende-se uma matemática diferente, que consegue ter resultados diferentes sobre uma mesma operação, quando se trata se prestar contas sobre a administração pública e desempenho de candidatos, por exemplo.
Ou ainda, consegue-se perceber que a história e geografia podem ser absorvidas de maneira talentosa, para demonstrar que candidatos que nunca se preocuparam - ou viveram de verdade - em um determinado município ou estado, acabam sendo aqueles apontados no discurso como os que "mais entendem da tradição e necessidade daquele lugar".
Há também, em alguns casos, excelência na memorização da língua portuguesa, uma vez que se apresentam propostas literalmente idênticas as promessas de campanhas passadas - que não foram cumpridas, e se vestem de modernidade para o mesmo candidato a reeleição.
De novo mesmo, quase nada.
E uma certeza : Por falta de opção, acabamos sempre tendo que escolher entre este ou aquele candidato.
E votar no menos pior.
Sempre com raríssimas - mas existentes "exceções a regra".
Apesar de tudo continuo um humanista-otimista:
Em algum lugar, neste momento, podemos estar alimentando - até por força da falta de "ótimos e excelentes" com maior presença nos momentos de reflexão política, a vontade de vermos em ação uma nova geração de nomes e pessoas.
A serviço da construção democrática da cidade, do estado ou do país.
Sempre em prol do bem comum, e mais distantes dos interesses egoístas, mesquinhos e privados.
Não custa acreditar.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Eleições Municipais, Dircursos, Postes e Outros
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