segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Operação Satiagraha alimenta o teatro do absurdo

É o que pode se dizer, após o estardalhaço da prisão de banqueiros e ex-políticos, no que foi considerado um escândalo de graves proporções, misturando ingredientes como grampos e escutas telefônicas, corrupção em alto grau, tráfico de influência nos poderes, entre outros.
Com a substituição do delegado da PF responsável pelo inquérito e a sequência que se deu à partir daí, onde não faltaram ilações, palpites - e decisões das mais variadas autoridades, que foram dos procedimentos adotados pelos envolvidos no caso - PF e ABIN em especial, até a edição de medidas que procuram regular (para pior) o uso de algemas e de escutas telefônicas pela justiça, por exemplo, parece que a prisão dos acusados passou para um foco secundário - incluindo os motivos da operação deflagrada.
Longe de querer julgar o mérito do que tem se discutido, proporcional ao interesse particular de cada esfera de poder que se viu atingida, não seria a hora de voltar o foco para os motivos - o processo em que baseia a operação e os réus em questão?
Ou corre-se o risco de que, malogradas e divulgadas, as conversas de que " no alto escalão com grana tudo pode", ainda que inverídicas e irresponsáveis, deixem um sabor de última hora.
Amargo e de impunidade.

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