
Ilustração: Crise Mundial em www.kanitz.com
Parece que, finalmente , a ficha começou a cair.
Para a equipe da área econômica do governo (que apenas procura dilatar ao máximo o prazo de sua tão propagada estabilidade) e para o próprio presidente Lula (antes tarde do que nunca), que andaram sustentando uma pseudo-normalidade na economia brasileira, apesar da situação de catástrofe que vem assolando as bolsas, empresas e governos em todo o mundo.
A despeito da aparente normalidade, o presidente do Banco Central - Henrique Meireles, e o ministro da fazenda - Guido Mantega, têm aparecido constantemente em comunicados conjuntos, alternando o anúncio de medidas voltadas a manutenção da oferta de crédito - via redução de compulsório para os bancos, a estabilidade das empresas - principalmente exportadoras e do setor agropecuário, além de trabalhar alternativas para a manutenção do estágio de consumo.
Outra novidade anunciada, foi a possibilidade de estender a interferência do governo às empresas ligadas ao setor da construção civil, numa versão tupiniquim das medidas do pacote original americano.
Aos poucos, o custo da estabilidade dá mostras de que é alto.
Conta que promete aumentar ainda mais para os cofres públicos, já que a incerteza ainda é dominante nos mercados internacionais, que flutuam ora de maneira positiva, ora de maneira muito negativa - como mostraram os pregões na Ásia e Europa de hoje, em que a Bolsa de Tokyo recuou quase 7%, puxando para baixo os índices da economia da Europa.
De certo, apenas que:
- O governo já injetou em menos de duas semanas, mais de US$ 25 bilhões de dólares para tentar conter os efeitos da crise mundial por aqui;
- O valor de mercado de empresas brasileiras, consideradas sólidas, caiu em cerca de 30% (trinta porcento);
- O dólar americano, a despeito da situação bastante negativa dos EUA, já tem alta acumulada frente ao real de mais de 37% (trinta e sete porcento).
Para onde caminha a crise, ninguém sabe de verdade.
Mas é certo: Dias bastante duros virão.

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