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Pelo menos é o que aparenta.
As notícias na mídia mais recentes, dão conta do problema em Belém, Pará.
Alunos de escolas públicas da cidade, vivem em permanente situação de conflito, onde não raro são os casos de confrontos físicos entre estudantes - muitos com hora e local marcado para acontecer.
Casos como o de Belém se repetem por todo o Brasil.
As escolas não são mais um local seguro.
Um quadro que apresenta três faces principais - distintas, conexas e tristes.
A primeira, a da perda de referências e a banalização da violência entre crianças, adolescentes e jovens, que parecem buscar no confronto físico não apenas atender as expectativas de seu grupo mais próximo, mas também utilizar as rixas e a agressão como forma de auto-promoção.
Frequentemente por motivos banais ou por motivo nenhum.
A segunda, porque o ambiente escolar - no passado um local de estudo, cultura, formação cívica e integração, foi sendo reduzido a um espaço onde professores e agentes da formação educacional, compartilham diariamente a sua insatisfação pessoal e profissional com os alunos, que acabam por vislumbrar em seus mestres um futuro sem muitas perspectivas, que não querem abraçar da mesma forma.
Potencializada por uma enxurrada de mensagens, equivocadas, com as quais têm que conviver obrigatoriamente nesta etapa da vida, já marcada pela angústia da mudança e da transição para a futura fase adulta, onde o errado parece certo e vice-versa, a resultante deste "caldeirão de informações" acaba, quase sempre, forçando um comportamento ainda mais rebelde.
E terceira - e talvez a mais significativa de todas, a modernidade das relações na família.
Que parece ser um família com formação, estrutura e sentido cada vez mais distante do propósito inicial: o de ser um espaço para a formação do caráter e o exercício da integridade de seus filhos e membros.
Tomados por esta dinâmica, nossas crianças, adolescentes e jovens acabam por responder de forma cada vez menos elaborada, mais rápida, as questões que se apresentam.
Respondem ao abandono intelectual e espiritual com desapego aos laços afetivos.
A crítica construtiva com impaciência e sarcasmo precoce.
E as diferenças pessoais, com raiva e violência.
Cada um dos atores neste processo - que é a educação, precisa urgentemente revisar a sua própria cartilha.
E tomar - para si, a responsabilidade de interagir de maneira renovada.
Caso contrário, não será a escola um caso perdido.
Mas a sociedade brasileira.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Estudar hoje : Questão de risco?
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