quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Crimes no trânsito: Até quando?

Esta é uma pergunta que não quer calar, principalmente quando especialistas e pesquisadores dão conta para a sociedade - entre surpresa e indignação, de que não existe ninguém preso no Brasil como decorrência de um assassinato praticado com uma arma sobre rodas: Pois é isto que um auto se torna, quando conduzido com irresponsabilidade, embriaguez ou as duas coisas.
Casos recentes do noticiário apontam para um perfil de motoristas que cometem imprudências e provocam acidentes fatais bastante diversificado: vão de jovens adolescentes sem carteira até - pasmem - juízes e promotores, que em tese deveriam estar corroborando a necessidade de penas mais severas, mas que estão igualmente protegidos pela passividade de uma lei que não alcança nenhum culpado - muito menos quando eles têm foro privilegiado.
O caso mais recente - envolve acidentes com vítimas que destruíram famílias em Brasília e em São Paulo.
Em ambos, a despreocupação dos infratores e a incerteza com a impunidade: Em Brasília, o atropelador já tinha diversas passagens pela polícia - inclusive com uma condenação criminal.
No outro - ocorrido no interior de São Paulo, um promotor de justiça - embriagado ao volante de sua pick-up, nem sequer pôde ficar preso ou ser autuado: pela lei, nenhum membro do MP - Ministério Público pode ser preso, a não ser em razão de crimes inafiançáveis.
Não estaria aí uma boa e simples solução?
Ao se envolver em um acidente com vítimas graves ou mortes, existindo prova irrefutável de sua irresponsabilidade - como dirigir bêbado ou sem licença, não poderia ser o condutor simplesmente conduzido ao xadrex, com o enquadramento de homicídio doloso e qualificado? E com perda imediata da licença para dirigir?
É certo que em nada seria diminuída a tristeza das famílias que choram pelos seus, atingidos por estes imbecis criminosos - travestidos de motoristas.
Mas a sociedade ao menos iria respirar aliviada, por ver-se amparada numa justiça mais próxima do seu significado.
Que no caso dos crimes do trânsito, nunca tem se mostrado presente.
Ao contrário: Inexiste.

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