Uma pesquisa realizada pela FECOMÉRCIO-RJ, levanta a questão e nos mostra um resultado, se não surpreendente, pelo menos inusitado do ponto de vista das classes sociais: Pessoas consideradas "pobres" são bem mais gastadoras - quando o assunto é dinheiro, do que as chamadas "ricas"!
Em levantamento realizado com mais de duas mil pessoas em 70 cidades de nove regiões metropolitanas brasileiras, uma das opiniões é a de que com a melhora de sua condição de vida, os pobres sentem-se mais confiantes no futuro próximo, e mais dispostos consequentemente a gastar do que propriamente economizar o que poderia ser considerado este "sobre-rendimento".
Hum... não sei não...
Mas parece ser um resultado bem a propósito da visão popular de que o pobre se esbanja enquanto o rico come canja.
Entre as muitas considerações e análises possíveis, com certeza contribui aquela que aponta uma cultura de "imediatismo" mais dominante nas classes menos favorecidas: É mais ou menos como tentar convencer alguém pobre a não comprar um fogão, uma geladeira ou até televisão nova, quando as revendas estão cheias de anúncios sobre suas facilidades de parcelamento a perder de vista.
Isto explicaria - no meu entender, o que também vem sofrendo o setor automotivo, com a criação de financiamentos para automóveis novos em 60, 72 e até 84 meses: A grande maioria deixa de lado questões importantes como "juros reais" ou mesmo "poderei pagar se ficar desempregado?", e se lança na aventura de trocar o seu usado pelo possante novo.
O que faz a festa agora das concessionárias, a farra das instituições (financeiras e bancos) e a satisfação mais imediata de quem compra.
Pelo menos nos primeiros meses de uso do carro novo.
Já depois...
E você - o que pensa disso?
A matéria está na edição de hoje do JB que você acessa aqui neste link(http://jbonline.terra.com.br/sitehtml/papel/economia/papel/2007/10/09/economia20071009000.html)
terça-feira, 9 de outubro de 2007
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