Enquanto a grande maioria dos senadores parece não enteder bem o alcance do desgaste - inimaginável - sofrido por sua casa legislativa, com reflexos prováveis em seus próprios mandatos (veremos na próxima eleição), o presidente do Senado sofre mais uma acusação de quebra de decoro: Reportagem veiculada pela Revista Veja (http://www.veja.com.br/) atribui a Renan Calheiros a responsabilidade por um suposto esquema de espionagem engedrado contra senadores oposicionistas do DEM (ex- PFL) e do PSDB, com apoio de ex-senador, atual membro de sua assessoria.
Dando mostras de que está longe do fim, esta situação de constrangimento público de um dos poderes da república - aguçada com a decisão da liderança do PMDB no senado federal, que decidiu pelo afastamento da CCJ de dois de seus expoentes partidários - os senadores Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon, com a substituição por senadores aliados do presidente da casa, parece mesmo contrariar o ditado de que "a fervura da chaleira não interessa a ninguém quando ela começa a espirrar a água quente pra todos os lados".
Em outras palavras, não tem sido inteligente a manutenção de um presidente - a custas de apoio do palácio do planalto, de senadores do PT e da situação, que está se tornando useiro e vezeiro de situações conflituosas - e até perigosas, em época de votação de temas de interesse do governo federal, e que colocam em risco da prorrogação da CPMF ao PAC - Plano de Aceleração do Crescimento, pérolas com as quais o planalto conta - e muito, para o projeto ambicioso de governo e de sucessão que segue em curso.
Manda a prudência política - a quem nela tem interesse, não sustentar qualquer situação controversa em termos tão claros - claríssimos, como a ética e o decoro parlamentar.
Já passa a hora do ponto final.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Nova denúncia contra Renan Calheiros
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