Até que ponto a promiscuidade entre juízes e traficantes pode macular a imagem do judiciário?
Teremos que esperar pelo desenrolar de nova "novela", que mostra - com provas obtidas através de escutas telefônicas, a proximidade - no mínimo muito imprópria e suspeita, entre uma juíza de São Paulo e um conhecido traficante colombiano.
As ligações - apresentadas durante o Jornal Nacional esta semana, em que a subserviência da magistrada e de seu marido é declarada, durante uma série de ligações, até mesmo com a utilização de gírias e palavreado que remetem a pagamentos e depósitos efetuados em suas contas bancárias.
Impassível - no mais puro espírito corporativista, num primeiro momento o Tribunal de Justiça chegou a promover a juíza, ao invés de colocá-la sob suspeita, investigação ou suspensão, não sei. Não fosse o caso tomar dimensões nacionais e ser abordado com a aparição na mídia televisiva, talvez ocorresse mais uma operação "abafa", que ao que tudo indica, neste caso em especial, torna-se mais difícil com a divulgação do teor das gravações.
Pois, foi igualmente em São Paulo - faz bem pouco tempo, que outro caso envolvendo o assassinato praticado por um jovem promotor, também resvalou para o corporativismo do MP - Ministério Público, que contrariando a própria visão legal, acabou tentando manter o foro privilegiado ao qual o promotor teria direito, em decisão do seu colegiado maior.
Não fosse a obstinação da família do rapaz assassinado - com 12 tiros, diga-se de passagem, e a repercussão do caso nas telas em horário nobre, provavelmente estaríamos diante de um outro caso de "abafa".
A pergunta que não quer calar: A quem interessa transformar o "espírito de corpo" do judiciário, à luz da sociedade, em "espírito de porco"?
Com certeza, mais aos defensores do acobertamento do que ao espírito de transparência e de causa-e-efeito, que deveriam possuir - sobretudo - as instâncias responsáveis pelo cumprimento da lei.
Existem muito mais juízes e promotores íntegros e probos, não resta a menor dúvida.
Acredito até que o número dos que não possam ser incluídos como tal, é bem pequeno, se comparado ao seu todo.
E como cidadão, é um alívio poder acreditar nisso.
A justiça deve alcançar a TODOS.
E ninguém deve estar ACIMA da lei.
Quando todos poderão acreditar nisso?
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Juízes e Traficantes: Ligações Perigosas
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