sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Prefeitura de Angra dos Reis, RJ : Sucursal da Máfia?

Em mais uma operação deflagrada pela PF - Polícia Federal, desta vez tendo como objetivo desbaratar uma quadrilha pra lá de governamental em Angra dos Reis, paraíso da Costa Verde do Rio de Janeiro.
Explica-se: Nada mais nada menos que 5 secretarias municipais da Prefeitura - e seus titulares, estavam aparentemente envolvidas com o esquema de corrupção em obras públicas e na concessão duvidosa de licenças para obras às empreiteras que fariam parte do esquema.
Você leu direito: cinco secretários municipais - Integração Governamental, Obras Públicas, Fazenda, Meio Ambiente e Saúde, além do vereador que é líder do governo na Câmara Municipal.
Três dos secretários, exonerados mas defendidos pelo Prefeito - que até agora não tem definida participação muito clara no esquema de fraudes, estão foragidos juntamente com outros sete integrantes da quadrilha.
Outros dezenove participantes tiveram mandados de prisão cumpridos e já estão presos.
O exemplo de Angra dos Reis deve servir de alerta: Provavelmente não é o único no estado do Rio - nem no país, useiro e vezeiro em ter bandidos travestidos em autoridades e homens públicos.
Ao que parece, até a fuga dos três secretários decorre de um vazamento de informações, provocado - intencionalmente ou não, pelo Prefeito de Angra dos Reis, Fernando Antônio Ceciliano Jordão, que comentou a respeito de suspeitas sobre a operação que seria deflagrada pela polícia, após viajar a capital e tentar conversar um dia antes com um secretário de estado e com o próprio governador sobre o assunto.
É no mínimo estranha a atitude do Prefeito - que busca saber, de antemão, detalhes de uma operação policial contra integrantes do seu primeiro escalão, e ainda os defende frente as primeiras evidências e indícios de corrupção.
Um convite a PF - que tal passar um "pente fino" nas Prefeituras, especialmente naquelas em que os indícios acabam corroborados por atos de improbidade ou malversação de recursos, apontados pelos Tribunais de Contas dos Municípios?
Ou será novelo muito grande para se desenrolar, na ante-véspera de eleições municipais?

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