segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Caso Ryan Gracie é um alerta

Quando o Jiu-Jitsu (são várias as formas de grafar) foi , na família Gracie, primeiro trabalhado pelo seu valoroso patriarca Gastão, e depois teve continuidade através do seu filho Hélio, o foi no sentido mais puro das artes marciais: atingir o equilíbrio entre o corpo são e a mente, de tal forma que um se torne a extensão do outro.
Não era época de torneios vale-tudo, dos milhões de dólares movimentados em contratos de publicidade, marketing esportivo e sobretudo das bolsas de apostas - principalmente as existentes nos EUA, Ásia e Oriente Médio, numa história - guardadas as devidas proporções, que tem os contornos bem próximos a do Boxe Profissional.
As gerações que se seguiram neste mundo globalizado do "Ultimate Fighting", não apenas na Luta Livre (Wrestling) ou Jiu-Jitsu, acabaram sofrendo os impactos deste circo de luzes e sons, que não raro leva centenas e milhares de atletas a busca pela fama e pelo dinheiro rápido.
E quando a palavra de ordem é "vencer ou vencer", muitos acabam colocando suas próprias vidas em risco, com a mistura - explosiva dos anabolizantes (as populares "bombas"), das drogas sintéticas e cocaína - tudo temperado ao consumo, não raramente, excessivo de bebidas alcólicas.
Ainda é cedo para se falar no que leva um jovem, famoso no seu cenário de esporte, cometer uma sucessão de transgressões que culminaram com a sua prisão pela polícia em São Paulo, a poucos dias - e que, infelizmente, acabaram provocando sua morte no dia de ontem, na cela onde se encontrava recolhido.
Mas, um breve histórico de sua ficha - fora dos ringues, do resultado dos exames toxicológicos realizados logo após a sua prisão, e o depoimento emocionado de familiares sobre o seu comportamento do dia-a-dia, apontam para o flagelo das drogas.
Que não poupam ninguém.
A brilhante carreira de lutador - cinco vezes campeão mundial no principal torneio de luta que existe, acabaram se confundindo aos percalços e as tentativas de administrar o vício, segundo mostraram as reportagens com amigos mais chegados a Ryan Gracie.
Que serve de alerta.
E quem sabe, de reflexão para que se afirme: As drogas são o inimigo mais perigoso.
Mesmo para os campeões.
E que o lamentável episódio sirva de inspiração aos jovens atletas, para que busquem uma outra direção.
Pelo menos em relação a este desafio.

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