terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Reveillon é mesmo cheio de ... surpresas

Pelo menos, em relação ao impacto que provoca nas pessoas: É quase certo afirmar que o comportamento da maioria muda bastante no último dia do ano.
Parece que tentamos, de verdade, passar ao largo do que nos aborreceu - ou aborrece, e inflamos o coração com energias mais "humanas" neste período do ano.
Muito por conta do "novo" que está por acontecer, ainda repleto de incertezas e coberto por um véu de expectativas - em relação a tudo que nos cerca, na vida pessoal, em família e profissional.
Também é um período de transição, de busca mais imediata pelas "certezas" que queremos ter mais a frente.
Estivéssemos há apenas um par de séculos atrás, e tivéssemos a capacidade de projetar o futuro numa grande tela, com certeza viveríamos um misto de satisfação e de perplexidade com o "momentum anno domini MMVIII", tanto por conta do que conseguimos construir, quanto pelo que não conseguimos evitar que fosse destruído.
Mas a natureza humana é "in tottum" curiosa pela capacidade - ilimitada - que tem de regenerar células - os marcadores de sua existência, e comportamentos - os verdadeiros marcos da vida em sociedade, a sua linha do tempo.
Se temos condições de entender apenas parte do que somos (de acôrdo ao que diz a ciência, sobre o cérebro humano), a bem da verdade não alcançamos ainda o ápice da transformação da qual somos capazes, não importa se a origem tenha sido o barro ou tenhamos evoluído dos macacos.
Ao contrário do que pregam alguns estudiosos, como Fukuyama por exemplo, na opinião deste humilde apreciador da vida, muita história temos ainda que viver para contar.
Que bom.
Que bom!

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