Em clima de grande comoção nacional - principalmente em decorrência da semana das mães, as investigações sobre o caso que choca o Brasil avançaram, da denúncia feita pelo MP através do promotor do caso, fundada em laudos técnicos e depoimentos colhidos, até a decretação da prisão por um juiz de SP.
As informações divulgadas pela mídia até aqui, dão conta de uma série de novos eventos, até então desconhecidos do público, e que consolidam cada vez mais fortemente a hipótese provável de que a menina tenha sido realmente assassinada por seu pai e sua madrasta.
Repercute o caso, inclusive entre o público infantil, motivando que psiquiatras e psicólogos o coloquem como objeto de estudo, para o que, em palavras mais simples, seria classificado como "ruptura do estágio da fantasia de acolhimento familiar", que em grande parte da infância é o que orienta a relação entre pais e filhos pequenos.
Independente do que dizem, é quase certo afirmar que o caso da menina Isabela Nardoni reacende a importante questão: o quanto estamos seguros?
Na cidade, na rua, na escola, entre amigos, na família.
Não bastasse a sensação de angústia e medo que enfrentamos com a escalada da violência urbana, afloram à partir de agora situações de conflitos - principalmente de relacionamento, que acabam por consolidar um tristeza, simbólica para muitos, da qual é praticamente impossível fugir.
Precisamos refletir com profundidade até sobre o que não nos parece possível.
E banir de nós a essência de uma violência, animal e sonolenta, sobre a qual, sem perceber, acabamos vez ou outra a nos debruçar.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Caso Isabela Nardoni: Uma reflexão sobre a violência
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