terça-feira, 16 de outubro de 2007

Operação Persona : PF, Receita e a fraude de R$1,5 Bilhão

O dia de hoje foi marcado pelas ordens de prisão expedidas para 44 cidadãos - a maioria empresários e executivos de empresas, envolvidos naquela que já esta sendo considerada uma das maiores operações contra a fraude tributária no país: Batizada de operação "persona" - numa alusão que bem pode se referir ao status que gozam os destinatários dos mandatos de prisão temporária, dos quais quase todos já foram cumpridos.
A fraude - que pode ultrapassar a sonegação de + R$ 1,5 Bilhão em impostos devidos, envolve todo o comando de filial brasileira de renomada empresa de tecnologia americana - a CISCO, líder mundial em sua área de atuação, uma leva de executivos e até mesmo auditores da ativa e aposentados da receita federal.
A PF apreendeu na operação desde um avião jatinho até dezenas de veículos, dinheiro, dólares e um valor superior a US$ 10 milhões em mercadorias subfaturadas.
E solicitou colaboração para a prisão de outros envolvidos às autoridades americanas - que em casos como este, costumam cooperar bastante.
Com articulação e inteligência - passando mesmo por cima da banda podre que existe nos seus próprios domínios - dada a prisão de auditores do fisco, descortina-se um esquema que pode servir de base para outros crimes de sonegação, evasão de divisas e descaminho (contrabando).
Tudo praticado sobre a égide dos homens de negócio de empresas multinacionais - e nacionais, envolvidas nestes esquemas de grande monta.
Resta torcer para que - se existem - outros esquemas sejam igualmente rastreados e desbaratados.
Há muito tempo se fala da "porta aberta" no setor de eletro-eletrônicos e de bens de consumo, envolvendo subfaturamento com importações - agora, como se descobriu, acobertado pelos próprios executivos das grandes empresas.
Uma operação passada - realizada em loja de luxo da elite paulista, deu mostras de que estes esquemas existem para todos os tipos de produtos - e que seus caminhos são de conhecimento das autoridades.
Tão ruim ou pior do que a "pirataria" são os "piratas", travestidos de executivos - em meio a tantas empresas sérias, que batalham no alto custo das importações e da tributação devida.
A ação, agora, é mais do que bem vinda : É necessária.

Nenhum comentário: