E como era de se esperar, o saldo acaba mostrando perdas para o lado da lei - um policial morto e cinco feridos - inclusive um delegado, e também para o do cidadão inocente - com a morte de um menino de 4 anos, vítima dos tiros trocados entre a polícia e os traficantes na Favela da Coréia e adjacências, além de dois outros moradores locais - feridos pelos tiros disparados.
Perdas tristíssimas e impagáveis.
Quando se olha pelo lado das apreensões da incursão - onde até armas de guerra como outra metralhadora .30 foram apreendidas, e pelo saldo de 12 mortos e de mais de uma dezena de traficantes presos, vê-se que existe um fundo de razão das palavras do secretário de segurança do estado, José Mariano Beltrame, de que a ação da polícia foi cercada de um componente fundamental, que é a inteligência das investigações - ou o número de vítimas fatais e inocentes, com certeza, seria muito maior.
Se é certo que o Rio tornou-se já há muito um palco explícito para a violência e o terror imposto pela marginalidade - em todos os seus níveis, e que tem se mantido alto o nível de ceticismo dos seus habitantes, sobre os resultados práticos de confrontos de bandidos com a polícia - até porque para se contratar policiais há necessidade de concurso público, aprovação de vagas e uma longa espera para vê-los em ação nas ruas - diferente do que ocorre entre os bandidos, mantenedores de uma grande reserva de recrutas para substituição, quase imediata, aos poucos vai se formando uma consciência de que, independentente da necessidade de uma afirmação da presença do poder público nas áreas de maior risco social, com investimentos no social e no econômico, sem uma ação mais firme da polícia corre-se o grande risco de fazer com que os bandidos fortaleçam ainda mais seus bunkers, e respondam sempre com fogo cada vez mais potente a essa tentativas de incursão para apoio das comunidades.
É certo que o problema da segurança pública - no estado e no Brasil inteiro, tem raízes muito mais antigas e profundas.
Em que não se sabe por completo, o nível do envolvimento de tudo o que movimenta o crescimento do tráfico e a escalada do crime organizado.
É de se esperar, portanto, que algumas das alternativas do conjunto de ações de combate tenham um saldo amargo.
Mas é melhor correr este risco enquanto ainda temos - quem sabe, algum tempo e disposição para buscar resultados mais positivos nesta batalha.
Que é de todos nós: Afinal, a mão que alimenta a violência não está necessariamente onde pode parecer, de imediato.
Quem consome drogas?
Quem aprova a falsificação e a pirataria?
Quem faz vista grossa para os pequenos delitos?
Quem segrega?
Quem?
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Polícia do Rio parte para o confronto
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