terça-feira, 16 de outubro de 2007

Tropa de Elite: Cinema e Pipoca

A revista VEJA (http://www.veja.com.br/) traz esta semana Diogo Mainardi comentando em sua coluna - entre outras coisas - o filme Tropa de Elite.
E ele vem bem a cerca do comentário, do tititi que a imprensa tem veiculado, com alguns críticos e "especialistas" tentando realizar uma espécie de catarse, lançando olhares bastante sociológicos, filosóficos e coisa e tal.
Depois de passarem - igualmente, comentando sobre o tal roubo do relógio do Luciano Huck, em que existiram declarações praticamente condenando o desabafo (a que todo cidadão tem direito quando sofre uma violência, independente de sua classe social - ora pois!), e tentando transformar o larápio em vítima e o roubado em "agressor social" - por aí, vale a pena afirmar : Tropa de Elite não tem a pretensão nem de ser um filme para disputa do OSCAR em Hollywood e nem um documentário-cabeça, que lance um viés sobre a questão antropológica escalafobética da violência urbana, marginalidade e pobreza.
Tropa de Elite é um filme, nacional, com orçamento que não faz cócegas nas grandes produções internacionais (mas que anda melhorando), que desenvolve um enredo com base numa leitura superficial (mas sem deixar de conter uma tinta de cotidiano), daquela que seria uma unidade de elite da polícia no Rio - o BOPE.
É entretenimento, para quem gosta do estilo.
E que deve ir ao cinema para uma das duas coisas : ver o filme porque lhe atrai o tema.
Ou comer pipoca.
Seja o que for, vale um depoimento de quem foi parado numa blitz preventiva do Alto da Tijuca este final de semana : Os policiais estavam mais corteses do que o habitual.
Reflexos do filme? Não sei.
Mas nele bandido é bandido - sem romance.
A polícia se sente, quem sabe, aliviada com uma definição mais simples do sujeito malvado (já tiveram a experiência de ter uma arma apontada pra voce ou seus filhos?), contribuindo para um aumento da auto-estima, que sempre anda meio em baixa, quando o assunto é a percepção que a população tem sobre o seu trabalho.
Mostrar bandido como bandido pode ser uma solução simplista demais, para os filósofos de plantão, eu sei.
Mas compro a briga deste lado.
Principalmente se o atendimento ao cidadão comum, no contato com a polícia, for mais educado.
Como na blitz.

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