Principalmente porque, ao final de 2006 a empresa aérea recebeu aporte de investimento de R$ 160 milhões, correspondente a 20% de suas ações.
E quem realizou o investimento foram, nada mais nada menos que a Gávea Investimentos (leia-se Armínio Fraga), Bank of América e Moody´s!
Com um grupo deste calibre, fica estranho imaginar que em menos de um ano a situação administrativo-financeira tenha se deteriorado, a ponto de provocar uma ação tão desrespeitosa da empresa com seus clientes e funcionários (que dormiram numa noite, acordando demitidos no dia seguinte. E são cerca de 1.100 pessoas, segundo informações da imprensa).
Causa estranheza também o fato de que, mesmo cumprindo o que foi - em princípio - exigido pelos novos sócios, inclusive com o afastamento da presidência de seu principal acionista, a empresa aérea tenha pedido - da forma que fez - a suspensão de todos os seus vôos, deixando literalmente "no ar" uma quantidade de passageiros, no Brasil e exterior, que nem mesmo a assessoria de comunicação soube informar.
Não é difícil imaginar que um acompanhamento muito próximo dos atuais sócios estivesse sendo realizando desde o princípio - em se tratando de quem são.
E se tal acompanhamento ocorria, causa surpresa que a opção pelo controle da empresa tenha sido exercitada desta maneira, jogando por terra a imagem da empresa aérea, num momento tão especial pelo qual passa a aviação.
Os próximos acontecimentos é que vão tirar a bruma do que ocorreu, de fato, com a BRA.
Seja o que for, esperemos que esta "suicidal takeover strategy" (ou estratégia suicida de tomada de controle), que certamente está sendo colocada em prática pelos novos-futuros administradores, tenha valido todo o desrespeito e falta de bom senso mercadológico que, igualmente, veio a reboque de suas ações, prejudicando planos e projetos de inúmeros consumidores.
Esperemos também que a renovada na ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, tenha ocorrido no sentido de dotar a agência de mais inteligência e coragem para lidar com as tentativas de ludibriar e prejudicar os usuários das empresas aéreas.
Situação na qual a BRA, neste momento, parece se enquadrar.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
BRA deixa de voar: Estranho, muito estranho...
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