segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Mais um avião cai em São Paulo

O que será que está acontecendo?
A solução mais simplista, para muitos, é colocar a culpa no acaso ou na fatalidade, dizer que "a bruxa está solta", e seguir adiante.
Mas com a queda este final de semana de um avião - jatinho - modelo Learjet, da empresa de taxi aéreo Reali de São Paulo, logo após a decolagem no aeroporto do Campo de Marte.
O acidente - que poderia ter assumido novamente proporções de tragédia, já que a aeronave caiu em área residencial, sobre casas de uma rua próxima do aeroporto, causou a morte de seus tripulantes e de moradores de uma das casas atingidas: ao todo, foram 8 - inclusive um bebê.
E fica mais uma vez a pergunta no ar: Com os 3 helicópteros que sofreram panes e caíram num mesmo dia há uma semana, são agora quatro pequenas aeronaves envolvidas em acidentes nos últimos dias.
O BLOGando Sério deixou uma pergunta no ar, quando se referiu anteriormente a uma declarada deficiência da ANAC - Agência de Aviação Civil, e do próprio Ministério da Aeronáutica, em lidar com a sobrecarga de inspeções mecânicas e técnicas, que habilitam para o vôo aeronaves deste tipo.
É possível também imaginar que, num país onde a corrupção chega as portas laterais da presidência e mesmo de gabinetes de ministros de estado, ela consiga dar o "ar da graça" em repartições burocratizadas, onde a expedição destes documentos e certificados podem não estar, na melhor das hipóteses, ocorrendo como deveria.
Seria possível - com um pouco de boa vontade e muita disposição política, apontar a necessidade de uma operação de varredura por parte das autoridades neste sentido.
Até que se aponte se as causas que originaram tais acidentes têm - ou não, como base de sustentação este tipo de raciocínio, alguma coisa precisa ser feita.
Afinal, com uma frota de aeronaves tamanho gigante - helicópteros, jatinhos e outros, que existe no Brasil, todas cruzando os céus com controle falho em terra e possívelmente fora das condições ideais de vôo, pode-se esperar o pior.
Vai precisar acontecer?

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