quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Educação no Brasil é um fiasco

Pelo menos é o que aponta o resultado do relatório-bomba sobre o IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, realizado pelo Governo Federal, que demonstrou que nenhum município brasileiro - numa escala de 1 à 10, conseguir tirar na educação básica nota...5!
Isso mesmo que você leu: Não se alcançou nem a metade da escala.
Que se ainda tivesse seu limite alterado para 5, ainda contaria com mais de metade dos municípios apenas um pouco acima... da nova metade!
A média geral do IDEB no Brasil foi de 3,4 (três vírgula quatro).
Já é tempo de passarmos da agenda de compromissos e metas para a ação efetiva, sob pena do ensino no Brasil não corresponder as próprias expectativas de impulsão e desenvolvimento.
Quando começa mal, a educação não consegue fôlego para seguir em frente - e é o que ocorre para explicar resultados nada satisfatórios no ensino médio, e porque não dizer, na própria educação superior.
Faculdades formam profissionais, que nunca chegam a atuar em suas respectivas áreas.
Ou, pior, de universitários que estudam durante 4, 5 anos - mas na hora "h", da habilitação para o exercício da profissão, como no caso dos cursos de Direito, não conseguem passar no exame da OAB.
Deus nos livre de imaginar que o mesmo ocorre em faculdades de... medicina!
De qualquer forma, a pedagogia é clara ao demonstrar que, sem um alicerce bem preparado, é muito difícil o exercício da inteligência e a construção de um conhecimento que proporcione frutos a criança, ao adolescente e ao jovem.
Em todos os países onde educação - mesmo com a contrariedade dos economistas de plantão, foi considerada um ativo tangível, passível de responder a sua própria necessidade de crescimento e desenvolvimento (o exemplo maior na Ásia foram Índia e Tailândia - caminho que antes foi percorrido pelo Japão; na Europa atualmente a Irlanda, por exemplo), o crescimento hoje responde a taxas superiores as maiores que são encontradas em outros países desenvolvidos - inclusive EUA.
A bem da verdade, entre as maiores IES - Instituições de Ensino Superior no mundo, encontram-se hoje, em sua grande maioria, universidades da Europa e Ásia.
Numa economia como a brasileira, que exercita mais constantemente dissabores do que momentos de alegria, é fundamental que a estabilidade econômica do futuro seja projetada através deste viés da educação básica, do ensino formal.
E principalmente público, que é onde se concentra boa parte do pelotão-de-frente dos setores da indústria, comércio e serviços.
As ações demagógicas, politizadas ao extremo, precisam ceder lugar a uma visão de " forecast" ou previsão - em bom português, para que de forma apropriada, o motor da visão de crescimento esteja em perfeita sintonia com as políticas de educação, em seus diferentes níveis.
Só com este compromisso com a educação é que alcançaremos a máxima " plantando hoje, colhendo bons frutos amanhã".
Do contrário, tudo mais será especulativo.
Até com alguns pequenos impactos - aqui e ali.
Mas nada permanente.

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