Você já foi a Bahia?
Eu já.
Não tinha a pretensão de encontrar a Rosa Morena, imortalizada em verso e poesia.
Mas, carioca, entendo bem quando o baiano da coroa branca olhava o mar, e cantava com paixão de menino.
Ainda hoje, não importa onde estou, namorando o mar me vejo entre curioso e apaixonado, arriscando aqui e ali - por conta dos anos de menino, da praia, do sol, no Brasil bem brasileiro, um palpite sobre o sentido da vida.
Tive a felicidade de apresentar o "jeito Caymmi" de ser brasileiro - prá lá de bom, que de uma forma ou de outra faz parte do dia-a-dia de cada um de nós, à minha filha e princesa.
Aimée, como só ela, aprendeu rapidinho letra e música.
Fez mais ainda - percebeu no seu jeito de menina uma forma de reforçar em mim o encantamento, que sentia, de menino feliz com a cadência das notas, com a beleza dos orixás e a imensidão do mar.
Engraçado: ouvindo minha filha cantando Caymmi, percebi que céu e mar, se voce olhar bem direitinho, são uma coisa só.
E é bem lá, no juntinho deles dois, que deve estar caminhando este moço baiano, de pele morena, cabecinha branca e alma genuinamente brasileira.
Quem sabe, no pôr-do-sol que lança seu brilho dourado ou nas noites mágicas da lua cabocla, bem cheia, a gente entenda por que as ondas quebram na beira da praia, cheias de jeitinho e de malemolência?
E que o som do mar, chuá, chuá - nos lembre, firmes, as notas mais vibrantes de nossas paixões.
Iemanjá até parece que sorriu.
- Cuida bem desse sinhô-menino, andando aí na linha do horizonte, que ele também já foi do mar...
Mas, isso, a mãe já sabe, Odoiá.
Vai receber o filho com todo o carinho.
Valeu, CAYMMI.
sábado, 16 de agosto de 2008
Dorival Caymmi, aos 94 anos, ilumina o céu
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