segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Aquecimento Global : Uma discussão conveniente


Depois do sucesso (do filme, apenas e infelizmente) Uma Verdade Incoveniente - de Al Gore, ex-quase-presidente dos Estados Unidos (parece que os americanos perderam muito ao não eleger um presidente com este tipo de compromisso), a temática do aquecimento global e do desenvolvimento sustentável para o planeta terra vem ganhando reforço e consistência.
No início da década de 70 o Relatório Brundtland já traçava um recorte bastante interessante sobre a Ecologia e o Meio Ambiente, que mais tarde veio a ser aperfeiçoado para uma linguagem mais universalista, do desenvolvimento sustentável, da sustentabilidade.
As Cúpulas Mundiais que seguiram (conferências que reuniram os chefes de estado e representantes dos países sob o manto das Nações Unidas) em 1992 - também conhecida como Rio 92, pelo fato de ter se realizado no Rio de Janeiro, e dez anos depois na Rio+10 (2002, Johanesburgo, África do Sul) trouxeram revelações bombásticas sobre o curso da devastação de áreas verdes, sobre o aumento da temperatura global devido a emissão cada vez maior de poluentes no atmosfera, sobre a poluição de rios e mares e a consequente diminuição das nossas fontes - algumas já muito esgotadas, de água potável.
O Brasil, como muitos outros países, se comprometeu com o atingimentos de metas de redução da poluição e da devastação de ecosistemas existentes, através da assinatura de protocolos formais e legais neste sentido, mas que decorridos mais de 15 anos estão bem longe dos resultados imaginados.
Pior : as reservas naturais, nosso maio bem, são degradadas em proporções cada vez maiores, e em muitos lugares a escassez de água para consumo humano é o assunto do dia.
Veja-se, por exemplo, os efeitos da confusão climática provocando a seca no Rio Amazonas num passado bem recente e as longas estiagens que observamos hoje - não apenas na região nordeste e nas áreas de semi-árido do sudeste, mas em outras regiões e de contornos cada vez mais explícitos e preocupantes.
Na esteira da sustentabilidade, a ONU lançou os Objetivos do Milênio, um conjunto de oito metas as quais pessoas, comunidades e países precisam abraçar com dedicação e empenho, para mitigar e tentar corrigir o curso do atual estágio de degradação do meio ambiente e seus reflexos diretos.
Divulgar estes objetivos é apenas um grão-de-areia na imensidão do que precisa ser feito.
Mas, se temos que começar por algum lugar, porque não por aqui?

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