Lembram do caso do índio Galdino de Brasília (emblemático, queimado vivo por um grupo de jovens de classe média-alta), que revoltou uma boa parcela da sociedade?
Tivemos, recentemente, o caso da doméstica carioca - espancada brutalmente enquanto esperava o ônibus, igualmente por jovens (?) bem-nascidos (??), e cujo processo anda - como é de se esperar, em passos lentos, mas dessa vez pelo menos anda.
Agora, nem bem a semana começou, e já lemos nos jornais matéria a respeito de um outro caso - desta feita no norte de Minas Gerais, São João das Missões, em que um grupo de maioria adolescente, despiu e espancou até a morte um índio da comunidade local Xacriabá.
O que está acontecendo, para tanta violência por parte dos jovens?
Quase sempre praticada por adolescentes que nunca tiveram que amargar natais sem brinquedo ou almoços sem comida suficiente nos pratos?
Noves fora as frequentes considerações sociais e antropológicas-urbanas, sobre "desvios de conduta da pós-modernidade", "simbologia do comportamento de grupo", entre outras mil, e também o fato de que sofremos com a agressividade desenfreada de meninos e meninas cada vez menores em idade - mas grandes no espírito da selvageria: pit-boys, pit-girls e até pit-famílias, estamos precisando urgentemente continuar refletindo sobre o assunto - claro, mas partindo para uma ação concreta, que não venha no sentido de "punição" por seus atos praticados apenas, mas de um profundo resgate de valores que se encontram perdidos para a juventude (e a criançada) de hoje em dia.
Mais alguém se habilita?
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Jovens, bem-nascidos e ... cruéis!
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