quarta-feira, 19 de setembro de 2007

TCU, PAC e irregularidades em obras públicas: Até quando?

Parece que virou rotina : Basta uma pequena "apertada", um olhar mais "criterioso" e uma noção mais realista dos "custos de execução" por parte do TCU - Tribunal de Contas da União, sobre o qual recai a atribuição de conferir e auditar o que é realizado nos contratos firmados pelo Governo Federal - entre outras, e a história se repete: Das 77 obras públicas analisadas em relatório divulgado hoje pelo órgão, e consideradas "irregulares", sendo 29 delas ligadas ao tão falado PAC - Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Lula, foram encontrados indícios relevantes de um prejuízo para os cofres públicos estimado - segundo o ministro Benjamin Zymler, em mais de 5 bilhões de reais!
Não é admissível que paguemos uma conta tão gigante de desmandos, falcatruas e irresponsabilidade na gestão de recursos públicos de investimento - que em muitos casos está associada a CORRUPÇÃO.
Enquanto todo este dinheiro simplesmente desaparece - agora a olhos vistos (e estamos falando de UM relatório apenas), não conseguimos avançar em melhorias concretas em áreas-chaves para o desenvolvimento, como são a infraestrutura viária - por exemplo, ou a própria educação, saúde, saneamento e habitação - por reflexo direto.
E o mais intrigante - e triste - é que as irregularidades são apontadas nas mesmas obras que deveriam compôr aquilo que se auto-denomina programa de aceleração do crescimento!
Crescimento de que?
Para quem?
Há uma máxima, popular entre os aficcionados da investigação policial e das muitas histórias de detetives, que diz que "para pegar o criminoso é necessário seguir o rastro do dinheiro".
Se é verdade - e eu, particularmente, acredito nisso - o nosso TCU precisa debruçar-se com todo este louvor e tentar extrair daí os elementos que configurem responsabilidades, para que estas possam ser atribuídas a quem de direito.
Feita esta parte, importantíssima, caberá a polícia federal - ou quem de direito, buscar os responsáveis, e a justiça tipificar e enquadrá-los por conta de seu crime maior :
O de lesa-pátrias!
Bandidos, perigosos, perigosíssimos - muitas vezes travestidos em políticos ou autoridades da administração pública, mas também, numa outra ponta, em pseudo-empresários e empreendedores, que alimentam com ganância desenfreada e sua falta de escrúpulos contumaz um quadro triste, em que faltam escolas, hospitais, trabalho.
E no qual pagamos uma conta que não faz o país andar de verdade.
Pra frente.

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