segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Ahmadinejad, ONU e EUA

Mahmoud Ahmadinejad.
Depois de Fidel ao seu tempo - e de Hugo Chavez agora, os EUA se vêm as voltas com a viagem do polêmico Presidente do Irã ao seu território - como parte de uma programação oficial na sede da ONU- Organização das Nações Unidas, em New York.
Para complicar, há um "speech" (palestra) a convite da prestigiosa Universidade de Columbia - que despertou confusão e acelerou ainda mais as rotações - já bastante conturbadas, sobre o que seria a presença em solo americano do presidente de um dos países, considerados por eles, como integrante do que denominaram "eixo do mal".
O espírito da democracia, entretanto, deve prevalecer mesmo as turras e a custa de alguns safanões (partidários pró e contra a visita), pois é direito de qualquer chefe de estado de país-membro (no caso da ONU), de ter acesso a tribuna e a participar em suas assembléias.
E de ser ouvido.
A visita de Mahmoud Ahmadinejad ocorre num momento bastante delicado, pois sucede as suas controversas declarações sobre a eliminação do estado de Israel e a produção de armas nucleares para defesa, entre outras.
E os EUA - as voltas com suas preocupações de natureza econômica, terrorismo, guerra do Iraque, problemas no Afeganistão, Coréia do Norte, India X Paquistão - entre tantos, para administrar e sem deixar de lado a costumeira briga pela sucessão presidencial de republicanos x democratas, republicanos x republicanos, democratas x democratas, e republicanos x democratas x independentes (estes quase sempre contra todo mundo), encontraram sinais de que pode ser complicado uma tribuna aberta para o mundo, para a divulgação de idéias pouco ortodoxas neste momento.
As teses do presidente do Irã esgotam-se em si mesmo, e são ainda mais deterioradas quando pregam a extinção aberta de um outro país-membro, como no caso de Israel.
A coluna de ontem - sempre muito boa, do jornalista Elio Gaspari nos jornais em que é publicada (li no Jornal O Povo aqui de Fortaleza), tem uma colocação a cerca do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o que ele chama de "Teoria da Causa Inexistente" - que ele estaria transpondo para avaliar o atual cenário internacional.
Ela encaminha um pouco a relação entre estalo e estrondo, quando se trata de política em nível global.
Vale a pena uma conferida em http://www.oglobo.com.br/ ou em http://www.opovo.com.br/

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