terça-feira, 25 de setembro de 2007

Envelhecer nos dias de hoje é diferente

Muito interessante a discussão que propõe a matéria do jornal gaúcho Zero Hora (http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?newsID=a1627815.htm&uf=1&local=1&template=3834.dwt&section=Plant%E3o), quando aborda a questão do envelhecimento nos dias atuais.
É realmente algo para pensar.
Até porque, com empenho e uma boa dose de sorte, todos nós vamos chegar a conhecer a terceira idade. E viver de hoje até lá é o que caracteriza este processo.
Com a questão mais explícita sobre o envelhecimento - que é o desafio do auto-sustentar o padrão de vida (quando bom mesmo seria se todos os nossos idosos tivessem é a condição de ascender a um patamar mais elevado e gozar o que lhes fôsse mais desejado), lançamos em tela a discussaão de praxe sobre aposentadoria e sistema previdenciário, ainda tão distantes de empreender equilíbrio e justiça social nesta fase da vida.
Com algumas exceções - daqueles que tiveram condições ou a oportunidade de contar com uma previdência complementar, mas que representam uma minoria, é cada vez mais difícil suportar os custos da terceira idade no Brasil.
A conta do desafio começa na sua alimentação - que precisaria ser diferente, e passa por questões que vão da assistência a saúde (é nesta fase que os planos têm seu valor mais elevado, e remédios acabam sendo necessários para um ou outro problema) , até o próprio lazer e diversão - que deveriam ocupar o espaço que não é destinado mais ao trabalho.
Ou não deveria ser.
Porque a realidade do trabalho contínuo - mesmo após a aposentadoria formal, está presente em boa parcela deste segmento da nossa população.
Existe ainda a questão da acolhida e da família, que acaba afetada pela decisão cada vez mais inequívoca de se optar por um número menor de filhos durante a vida adulta comum, o que acaba gerando reflexos mais adiante neste momento, em que já não dispomos mais das mesmas armas para enfrentar o desafio da solidão. E já não somos mais tão jovens.
A questão de envelhecer preocupa também, porque quase nunca estamos preparados para lidar com as mudanças sutis que nos encaminham a esta realidade, até que elas se manifestam como uma verdadeira torrente por sobre a mente, o corpo, o coração.
Creio que cada um de nós tem condições de contribuir para o amadurecimento de uma realidade - por que não dizer assim, em que envelhecer seja visto pela sociedade como uma coisa naturalíssima, um sinônimo concreto de realização e dignidade.
E tenha o nosso apoio.
Afinal, um dia - quem sabe, o retorno dele nos fará um imenso bem.
Ou uma grande falta.

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