O noticiário internacional tem colocado em pauta nos últimos dias, a questão de Mianmar - a antiga Birmânia, país de histórico grande como ditadura militar e de repressor de direitos civis.
Analistas e comentaristas políticos sempre deram como certo o desfecho do que vem ocorrendo no país desde agosto passado, e a própria ONU - Organização das Nações Unidas, vinha realizando um monitoramente permanente sobre o recrudescimento da situação local, infelizmente sem tomar nenhuma medida mais objetiva - em termos de pressão diplomática aceitável, para conter o seu avanço até o ponto em que se encontra hoje.
Existe uma crise diplomática - no meu entender, quando qualquer situação a que se vê acometida uma população civil, fere os princípios de liberdade e dos direitos humanos.
É neste casos - me corrijam se estiver equivocado, que temos o que popularmente passa a se denominar "ditadura": Um governo centralizador, autocrático e totalitário, fundamentado no controle - às vezes bem violento, do agir e do pensar da sua população.
Numa época em que o mundo sente os efeitos - devastadores, de alguns regimes de exceção travestidos em países, uma postura que case de um lado a diplomacia e do outro as côrtes de direito internacional, de maneira mais veemente, cobrando o respeito devido de governantes, a luz de seus tratados e acôrdos internacionais a estes princípios, deverá servir como balizador para a modernização da própria relação que existe entre países-membros de organismos como a ONU, OEA, CEE, MERCOSUL, ALCA, por exemplo.
Tomara que a história não repita, em Mianmar o que ocorreu em países como Sudão, Congo, Sierra Leoa, Angola e outros mais, onde a discussão - longa demais, sobre uma ou outra questão, posta na mesa por um ou outro país, discordante ou concordante, levou a população local a guerra civil e a décadas de atraso e de escuridão.
Sempre a custa de muitas, milhares, centenas de milhares de vidas de seus cidadãos comuns.
Como a sua.
Como a minha.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Mianmar : O mundo ainda tem muitos países assim
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