A revista internacional Reader´s Digest (http://www.readersdigest.com/) publicou em seu último número o ranking dos países, considerando-se a Qualidade de Vida : Nele, fruto de dados sociais e ambientais sobre 141 países, nossa amada terra figura na quadragésima posição.
Nos primeiros lugares - como era de se esperar, figuram Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia - nessa ordem.
Até aí, vá lá.
Mas a coisa começa a preocupar quando - apontando para a américa aqui de baixo, vemos Uruguai (9.), Argentina (27.), Costa Rica (34.) e até Cuba (36.) na frente do Brasil.
Eu sei que temos problemas e desafios - muitos mesmo, a superar no caminho de ascender a posições melhores.
Mas é motivo, pelo menos para saudáveis discussões esta colocação, não é ?
A discussão servirá, certamente, como ponto-de-partida para avaliarmos o muito que precisa ser investido para isso.
Mas, também - e desejo isso, para tirarmos da redoma de vidro alguns indicadores, que se contribuem para uma avaliação deste ranking, passam bem ao largo de outros que deveriam ser incluídos - como por exemplo, "estágio de liberdade civil da população" (direito constitucional do livre ir e vir) - no caso de nos compararmos a Cuba ou ainda "densidade demográfica comparada" e "crescimento projetado a futuro", para nos situar em relação a outros.
O que pareceria, simplesmente, choro por uma colocação que nos situa bem atrás do que deveríamos estar aqui em meados de 2007 - afinal somos considerados A potência de 2020, nos permitiria, por exemplo, tentar entender também porque em países considerados "de alta qualidade de vida", como no caso da escandinávia, o número de suícidios na população jovem, ecônomica e socialmente estável e favorecida, costuma ser muitas vezes superior aos nossos aqui em embaixo.
Estabilidade social e econômica, portanto, que são verdadeiros motores na assunção de uma perspectiva de Qualidade de Vida podem não ser - necessariamente, sinônimos para satisfação e alegria de viver.
Ou de liberdade civil - de fato e direito: Lembre-se do tão discutido "Patriotic Act" americano, que dá ao governo em exercício o direito de violar as garantias individuais e constitucionais, em situações que ele - governo - julgar do seu interesse, a bem de uma alegada segurança nacional.
Ou de não juntar-se ao esforço de mitigar a emissão de poluentes na atmosfera (vide a novela da assinatura do Protocolo de Kyoto).
Talvez estas sejam mesmo algumas das razões para os EUA alcaçarem apenas a 23. posição neste ranking da Reader´s Digest.
Sejam quais forem as conjecturas, suposições ou divagações sobre Qualidade de Vida, uma coisa pelo menos é certa : Precisamos nos esforçar.
Mais.
domingo, 23 de setembro de 2007
Brasil: 40. lugar em Qualidade de Vida. Será?
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