Já foi o tempo em que, quando fazíamos referência a terceira idade, o que logo vinha a mente eram os cabelos brancos, o jeito comportado de vôvo - com seu joguinho de damas ou da vovó com a cesta de linha e agulhas de tricô, não é?
Pois bem, nada mais atrasado nos dias de hoje do que esta pitoresca cena mental.
É bem verdade que os cabelos brancos até que permanecem - em especial nos homens.
Mas - fora isso, houve uma mudança de 360 graus no estereótipo do "gray age" - como fazem referência os norte-americanos, quando se trata de traçar um perfil mais atualizado do idoso em relação ao mercado de consumo, especialmente agora no Brasil.
Nunca viajaram tanto!
E até radicalizaram, no que diz respeito a inserir-se no mundo da tecnologia e a navegar através de uma padrão de comportamento que em nada deixa a desejar para os mais jovens.
As agências de viagem e operadores de turismo abraçaram a idéia de criar pacotes que lhes fossem atrativos, em termos de lazer e de cultura - este último ítem de consumo em que sempre foram bastante exigentes.
Restaurantes, teatros, empresas de transporte e uma variedade enorme de prestadores de serviços, começaram a desenhar-lhes uma proposta de atendimento diferenciado, concentrando-se em despertar a sua atenção e motivar o desejo de compra de ítens que eram praticamente impensáveis a penas uma década atrás.
Resultado : A expansão de oportunidades e de oferta de roteiros para a "melhor idade" confirmou-se como um nicho extremamente oportuno - e lucrativo, motivando desde a criação de departamentos - e até de empresas inteiras, especializadas apenas em atender ao que este segmento demanda na atualidade.
Não fossem as limitações impostas, de um lado pelo baixo rendimento da aposentadoria na maior parcela que representa este novo mercado consumidor, e do outro pela falta de estímulos e de visão externos para sustentar alternatinas viáveis a capilaridade e a democratização do acesso dos idodos para uma qualidade de vida mais plena, seria impossível quantificar em números o bolsão de recursos que ele projetaria a futuro neste modelo de economia empresarial, que gravita ao redor de sua longa lista de demandas.
Com a recente edição - por parte do governo federal, de um conjunto de medidas que pretende, no que eu considero um bom ponto-de-partida, tornar mais acessível o acesso da educação, da cultura e - principalmente do estímulo ao lazer para a terceira idade, pode ser que estejamos caminhando para um verdadeiro "boom" de oportunidades.
E é bom os atuais - e futuros empreendedores irem se preparando para este momento, capacitando-se a entender e a trabalhar com qualidade a relação que existirá com seu "gray market"dentro em pouco.
Acredite!
sábado, 29 de setembro de 2007
Curtir a vida: Com a palavra, a terceira idade
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