Quase todo mundo tem um pouco de médico e de louco.
Quem já não ouviu esta frase?
E no caso dos brasileiros, com certeza não existem exceções.
Principalmente no que diz respeito a brincar de médico, através da prática, muito comum em todas as classes, da auto-medicação com medicamentos de uso restrito.
Pesquisa realizada na cidade de São Paulo pelo CVS - Centro de Vigilância Sanitária, mostrou que no período de 1991-2000, dos mais de 120 mil casos registrados nos diferentes Centros de Assistência Toxicológica (CEATOX), cerca de 40% deles haviam sido provocados pelo uso indiscriminado de remédios.
Este dado serve de alerta para todos, autoridades e cidadãos - principalmente porque é sabido que os registros não contemplam a totalidade das ocorrências, e que o número pode ser muitas vezes maior.
E estamos falando da cidade de São Paulo : Ponha-se na conta as demais capitais e municípios de maior população, e chegamos facilmente a casa dos milhões, não é verdade?
Existem hoje em dia, na comunidade científica e acadêmica da área da saúde, diferentes abordagens e teses que corroboram a preocupação com este perfil de usuário de medicamentos, que acaba por criar problemas mais graves para si - e para outros, quando não resiste a tentação de consumir pílulas, pastilhas e cápsulas na busca pela auto-cura, sem consultar a quem deveria. E até mesmo uma simples aspirina - por exemplo, pra dorzinha de cabeça, quando ingerida seguidamente e sem controle, pode provocar distúrbios colaterais, que muitas vezes podem evoluir para ocorrências de gastrite crônica e úlceras estomacais.
O certo mesmo- independente da assistência médica ser da rede pública ou privada, é procurar quem entende do assunto, quando o caso é a utilização de remédios : O médico.
Não vale nem a ajuda e boa vontade do farmacêutico - que tem autoridade e conhecimento para manipulá-los , mas não para receitá-los.
Pense nisso, antes de abrir a gaveta da cômoda ou o armário do banheiro na próxima vez que a cabeça doer...
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Muita atenção e cuidado com os remédios
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