domingo, 23 de setembro de 2007

Infraestrutura, cidadania e urbanidade

Feliz primavera!
É de se esperar uma saudação neste domingo - e nada demais começá-lo assim!
Chato é, depois, ter que lembrar a recente pesquisa da FGV - Fundação Getúlio Vargas (http://www.fgv.br) , com a qual este humilde cidadão mantém laços antigos, que aponta para um dado nada animador : O resultado mostra que, ainda hoje no Brasil, mais da metade dos domicílios convive com a falta de esgotamento sanitário.
Num país em que os governos pregam, ano após ano, a cantilena conhecida do investimento para o desenvolvimento, é no mínimo antagônico o quadro traçado: Imagine, não estamos falando apenas de casas e/ou moradias sem esgoto - mas de cidadãos que vivem em condições de precariedade no que diz respeito o acesso a serviços básicos de infra-estrutura, da qual o esgoto sanitário é só uma parte.
Existem outros problemas - crassos até, de ausência de eletricidade, de água encanada e - pasmem, até de acesso a telefones.
E acesso a internet então? Noves fora os avanços e as tentativas, se consideramos o conjunto da população, este ainda é um ítem restrito a poucos privilegiados : Não é a toa a preocupação de educadores com o que eles denominam "analfabetismo digital".
Isto quando o país contabiliza um recorde mundial de celulares por habitante, por exemplo ou quando falamos, como num post anterior, que SP contabiliza hoje uma frota de automóveis equivalente a metade de sua população.
Ou quando o governo da situação prega o crescimento do país através de "pacotes de estímulo ao desenvolvimento" - o deste, por acaso, chama-se PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - recorda?
Enquanto o BNDES - Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e SOCIAL contabiliza lucros superiores até mesmo aos dos bancos comerciais especulativos - como mostra o seu último balanço e resultado financeiro, resultado de boa parte dos negócios em que participa ou investe, muitos municípios têm dificuldades concretas em aprovar projetos voltados a ampliação de sua infraestrutura de "serviços-cidadãos", como poderiam ser caracterizados o acesso a água ou ao esgoto, por exemplo.
Depois me digam : A quem mesmo interssa a conta do subdesenvolvimento?
Será aos sub-administradores?
Aos sub-políticos?
Aos sub-governantes?
Uma coisa é certa : Ela não interessa a sociedade brasileira.
Sem dúvida!

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