segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Gastos com seguro-desemprego aumentam

Estudo realizado que tem como base os pagamentos feitos pelo Ministério do Trabalho - e que foi publicado pelo Jornal O Estado de São Paulo (http://www.estadao.com.br/), aponta para o fato de que os gastos do governo com o seguro-desemprego aumentaram na razão de 17,3% ao ano.
E serão mais de 50% de aumento até 2010, segundo os analistas.
Criado com o objetivo - nobre, de promover maior equilíbrio social ao cidadão nos meses que se seguem a sua demissão no trabalho (que, em tese pelo menos, duraria um máximo de 4 ou 5 meses - período limite de concessão do seguro ao trabalhador), há muito deixou de ser considerado um "benefício" pelo estado e uma "obrigação" para o trabalhador, para figurar no rol daquelas medidas que empurram com a barriga a questão da empregabilidade ou da ampliação de postos de trabalho formais no mercado de trabalho.
Uma observação bem pouco científica - mas atenta, dará conta de que as flutuações ocorridas no nível de contratações e demissões acabam por compensarem-se, mostrando que a realidade do trabalho é bem típica e conhecida.
Não por isso este mesmo poder de observação constata, por exemplo, a enormidade de cargos comissionados e terceirizados na administração pública ou a falta de funcionários para atendimento nos caixas - que têm uma média de 2 ou até três desocupados para cada atendente nas filas dos bancos comerciais.
Nem no Banco do Brasil ou a CEF - públicos, tem gente ocupando todos os terminais de atendimento ao público.
Num país onde o governo canta a estabilidade econômica - mas assovia a prorrogação da CPMF e o aumento real da carga tributária, onde o sistema financeiro especulativo (leia-se bancos) obtém lucros recordes, de bilhões de reais, semestre após semestre e as empresas (produtivas) enfrentam a ameaça de continuidade do seu crescimento e desempenho positivo, por conta de altíssimos juros que chegam a 3 dígitos - em época de inflação anual de apenas um, alcançar um crescimento de postos de trabalho REAL é trabalho para gigante nenhum botar defeito.
Lembra muito as histórias de período pré-eleitoral, onde fulano promete um milhão, sicrano cobre a aposta em cinco e beltrano é eleito com a promessa de 10 milhões...
Emprego no discurso e no papel é fácil.
Torná-lo realidade fora deles, é diferente.
Pelo menos para nós.

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